terça-feira, 24 de julho de 2007

além.



olhei para o mar,a espuma.Lá de cima,tudo parecia tão distante...o azul-escuro engolindo as pedras que iam cada vez mais se decompondo,desintegrando,até tranformar-se na areia fina da praia.O céu se confundia com a água na linha do horizonte,e as nuvens douradas pareciam dançar sobre a superfície.
Passei a me sentir tonta e sem ar.
cambaleei,tropecei,escorreguei.
e eu pedi à imensidão pra que ela me engolisse.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

reflexão.


E a gente caminha nas ruas.Uma unidade,um ser,uma vida.Várias unidades,vários seres,várias vidas.E no fim,não importa.Voce acaba sendo só mais um na multidão.E a multidão não pára.
Sou apenas uma pessoa,numa casa,numa cidade,num estado,em um país,num continente,encaixado num planeta,em uma gláxia pequenina,que se perde em explosões de gás e supernovas luminosas e faiscantes.
e é nisso em que eu penso quando quero me esconder de meus problemas.

raiva.


e eu fiquei pensando em toda a raiva que eu já tinha sentido nas ultimas duas horas....aquela coisa toda que eu escondo,debaixo do tapete,que nem um trabalho mal acabado.o processo mal resolvido.início,meio,sem fim,sem conclusão.aí me tocaram e eu me senti explodindo.

Meu Melhor Amigo.


Não queiras roubar o meu silêncio de mim,ele é a minha única companhia desde que aportei aqui.As águas lá embaixo eram salgadas como lágrimas,e,de congelar os ossos.E eles estão frágeis,não os toque,não me toque.Minha pele pálida não necessita de teus mil sóis de falsa felicidade.
Não quero cobertores,prefiro assim.Não venhas com tua Palavra,tentar convencer-me.Tu já convenceste quem estava do meu lado,no frio,e eles se foram.Correram para o teu calor de falso veraneio.Estão cegos.CEGOS!o teu sol queimou seus belos olhos.Incendiaram-se em ti.
Então não tentes roubar meu silêncio,pois quando desisti de gritar só ele me restou.

suicídio.


A necessidade de auto-vingança.Meu tato precisava sentir a dor,tocá-la,a ponto de sentir seu gosto.
Era o mundo,aqui dentro,desmoronando.Cada peça que eu havia moldado com falsas perfeições deteriorava-se e apodrecia,revelando a mais nua,fria e cruel realidade.E a encarando,meus olhos secavam,e de tão secos,sangravam.Junto aos meus pés,o chão saía do lugar,movendo o meu 'eu' e me derrubando,me mudando por inteiro,sé é que algum dia existiu algo aqui para se mover.
Abri meus 'novos caminhos' na ponta da lâmina,que cravava minha pele com meu próprio sangue em sacrifício.
E esses novos caminhos apontavam para o 'além-nada'.
e o silêncio.
MEU silêncio.