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Um sorriso,cheio de íons negativos.Nos olhos chamativos como ímãs,na boca úmida de um beijo,nas palavras firmes e decididas.
Ela bagunçara com a minha saúde mental,me derrubara,enfraquecera e esquartejara com apenas um toque leve dos lábios.
E eu...mas que tolo!
Não consegui rasgar um 'eu te amo' em seu ouvido.
As palavras que derramara,as críticas que dissera,o carinho que pranteara,a dor que recitara...
Poesia,poesia,poesia.Feita de poesia.
De seus dedos pingavam estrofes,de sua boca,derretia-se magia.Os olhos eram magnéticos,me prendiam junto com o caminhar sobre o assoalho rachado.Eu quase flutuava enquando ecoavam no silêncio meus passos,até o contraponto.
Um,dois,três passos,e meu corpo estava parado.
Por hipnose.
Eu esperei,esperei,e esperei de tudo.Desde dentes de leão no outono até chacinas e execuções sangrentas.
De presente,ela me deu seu singelo silêncio,e passou por mim sem dizer palavra.
,então eu sorri,seca por dentro.Os olhos queimavam por baixo das pálpebras,e não consegui alcançar algum pedido ou afirmação que me justificasse.Porque tal não existia.
Sorri,seca,morta,sem ar.Não havia nada dentro de mim,nunca houve.
era tudo sobre mim,era tudo contra mim.e o nada contra mim,também.
Nunca entendi porque escrevo palavras para o vazio.