
As palavras que derramara,as críticas que dissera,o carinho que pranteara,a dor que recitara...
Poesia,poesia,poesia.Feita de poesia.
De seus dedos pingavam estrofes,de sua boca,derretia-se magia.Os olhos eram magnéticos,me prendiam junto com o caminhar sobre o assoalho rachado.Eu quase flutuava enquando ecoavam no silêncio meus passos,até o contraponto.
Um,dois,três passos,e meu corpo estava parado.
Por hipnose.
Eu esperei,esperei,e esperei de tudo.Desde dentes de leão no outono até chacinas e execuções sangrentas.
De presente,ela me deu seu singelo silêncio,e passou por mim sem dizer palavra.
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