terça-feira, 16 de outubro de 2007

Meu choro é o suicídio das palavras.


Não sai mais nada.Nada de nada,não saem palavras,só água salgada dos olhos e o ar da respiração.Nada mais.
Vejo gotas que escorregam,suicidam-se,quebrando frases do texto ao meio,derretendo palavras.Não entendo esse calafrio na espinha,que sobe e desce dando-me certa vivacidade.A realidade tenta me sugar,e eu me prendo à caneta,papel e lágrimas.
Suspiros não adiantam,consolos não me tiram daqui.
Me tranquei nesse mundo que criei.
Com caneta,papel e lágrimas.

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