
Tomava conta do próprio desespero.Aquilo tinha que estar lá.
Destrancou a porta do escritório,num clique.Eles não chegariam tão cedo,daria tempo...esperava.
Abriu gavetas e gavetas,e a cada resma de papel que ela jogava para o alto,mais sua angústia aumentava.
Andou três passos audíveis até a escrivaninha.Já mal conseguia respirar,tamanha era a pressão dentro de seu peito.Arfou duas,três vezes,e conteve-se por meio segundo.
Tinha que estar ali.
Jogou uma gaveta no chão,papéis.Jogou outra.O baque ecoava dentro das paredes surdamente.
Nada.
Puxou a terceira,que veio ao chão,com estrépito.Engoliu o grito que morava na garganta.
Lá estava.
O metal reluzente de uma pistola .40 atravessou-lhe a alma pelos olhos.Guardou esses próximos quinze segundos admirando-a,degustando-a,sentindo a emoção escorregar como o sangue iminente junto ao grito dentro da boca.Ensaiou um sorriso no canto dos lábios,e uma lágrima no canto dos olhos.Seus dedos finos tanspassaram o punho,sua boca seca abrigou o seu cano,e seu medo chorou um choro.
3 comentários:
a gente sempre acha que acabou.
será que na morte há sossego?
;* te amo.
nossa, muito bom mesmo.
sera que acabou mesmo ?
;~~
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